Mostrando postagens com marcador brasil. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador brasil. Mostrar todas as postagens
24/03/2020
20/12/2016
Anhanga
Personagem: Espectro, fantasma, mito ou visagem. Existem quatro formas amplamente divulgadas dessa visagem: Mira-nhanga (gente), Tatu-anhanga (tatu), Suaçu-anhanga (veado com olhos de fogo) e Tapira-anhanga (boi). Entretanto, o Anhanga pode assumir qualquer forma animal, como um transmorfo, sendo assim considerado uma visagem onímoda.
Descrição: Segundo Luís da Câmara Cascudo, quando visto, ouvido ou pressentido, o Anhangá traz para a pessoa certo prenúncio de desgraça, e os lugares que se conhecem como frequentados por ele são mal-assombrados. É também citado por assombrar seringueiros ou viajantes.
Motivação: Conforme Couto de Magalhães, "Anhangá é o deus da caça no campo; Anhangá devia proteger todos os animais terrestres contra os índios que quisessem abusar de seu pendor para a caça, para destruí-los inutilmente".
Comentários: Trata-se do Deus da caça entre os indígenas brasileiros que foi sendo associado a outras entidades ao longo do tempo. Para o americanista e poeta Gonçalvez Dias em "Brasil e Oceânia" (1967), o Anhanga (ele escrevia Anhangá) seria uma contração de Mbai-aiba, a coisa má. Nos estudos do historiador Luís da Câmara Cascudo, sendo o Anahanga um mito de caça, era natural que os negros caçadores o conhecessem no Brasil, assimilando-o aos vocábulos quase homófonos de seu idioma. Na visão dos tupinólogos Tastevin e Teodoro Sampaio, o Anahanga era traduzido por alma, espírito maligno, diabo ou alma de finados. Já Gustavo Barroso o disse igualmente a un Dieu des cauchemars, como a velha acepção do clássico Jurupari.
Descrição: Segundo Luís da Câmara Cascudo, quando visto, ouvido ou pressentido, o Anhangá traz para a pessoa certo prenúncio de desgraça, e os lugares que se conhecem como frequentados por ele são mal-assombrados. É também citado por assombrar seringueiros ou viajantes.
Motivação: Conforme Couto de Magalhães, "Anhangá é o deus da caça no campo; Anhangá devia proteger todos os animais terrestres contra os índios que quisessem abusar de seu pendor para a caça, para destruí-los inutilmente".
Comentários: Trata-se do Deus da caça entre os indígenas brasileiros que foi sendo associado a outras entidades ao longo do tempo. Para o americanista e poeta Gonçalvez Dias em "Brasil e Oceânia" (1967), o Anhanga (ele escrevia Anhangá) seria uma contração de Mbai-aiba, a coisa má. Nos estudos do historiador Luís da Câmara Cascudo, sendo o Anahanga um mito de caça, era natural que os negros caçadores o conhecessem no Brasil, assimilando-o aos vocábulos quase homófonos de seu idioma. Na visão dos tupinólogos Tastevin e Teodoro Sampaio, o Anahanga era traduzido por alma, espírito maligno, diabo ou alma de finados. Já Gustavo Barroso o disse igualmente a un Dieu des cauchemars, como a velha acepção do clássico Jurupari.
Carneiro Encantado
Personagem: É um carneiro gigantesco, com uma estrela resplandecente na testa, que aparece no Maranhão. Já o Carneiro de Ouro, mito idêntico que ocorre no Piauí, é dito ser um enorme carneiro de ouro, revestido de luz.
Descrição: Para o historiador Renato Almeida em "Manual de Coleta Folclórica" (1965), "o carneiro é figura velha no folclore, desde a história do tosão de ouro, que os argonautas conquistaram. Entre nós, existe uma lenda do carneiro de ouro, no Piauí [em Campo Maior, na serra de Santo Antônio], que aparece com uma estrela de brilhantes na testa e acreditam que indica um sítio em que há grandes riquezas. Os que tentam chegar até lá não dão com elas, porque o carneiro desaparece. Numa variante, o carneiro surge num lugar onde, uma noite, bandidos mataram um frade, que trazia esmolas, inclusive ouro para sua igreja. Mas, arrependidos, enterraram ali mesmo a vítima e as esmolas. O carneiro encantado simboliza o monge, a estrela de brilhantes, a riqueza sepultada".
Nas palavras do folclorista Leônidas Sá conta em Folclore Piauiense (1913), "conta-se que se dá em Campo Maior, na serra de S. Antônio, a aparição de um enorme carneiro de ouro, que se tem apresentado a algumas pessoas de dia, e a outras que o vêem à noite, de longe, da vila, todo vestido de luz. Dizem que ele berra junto a uma enorme corrente de ferro, como que indicando que naquele lugar existem grandes riquezas e grandes encantos. Mas, como uma só pessoa ou mesmo duas e três não possam levar para sua casa aquele enorme achado precioso, volvem à vila e reúnem povo para buscar o velocino. Em chegando, porém, ao lugar, desaparecem o carneiro e a corrente".
Motivação: Velar por riquezas.
Comentários: A figura do carneiro encantado é bastante antiga no folclore mundial. Na mitologia grega, o carneiro encantado com pele (velo) de ouro foi o animal escolhido por Zeus para salvar os irmãos Frixo e Hele, filhos de Atamante, ameaçados de morte por sua madrasta, Ino. Para os egípcios, o carneiro simbolizava o deus Amon, as forças masculinas de geração e fertilização que iniciam e mantêm a vida de forma contínua. No cristianismo, o carneiro representa Jesus Cristo, São João Batista o traz nas costas, é o cordeiro pascoal. Na astrologia, o primeiro signo do Zodíaco, Áries, é representado por um carneiro que agride com a cabeça, significando heroísmo e aventura.
Descrição: Para o historiador Renato Almeida em "Manual de Coleta Folclórica" (1965), "o carneiro é figura velha no folclore, desde a história do tosão de ouro, que os argonautas conquistaram. Entre nós, existe uma lenda do carneiro de ouro, no Piauí [em Campo Maior, na serra de Santo Antônio], que aparece com uma estrela de brilhantes na testa e acreditam que indica um sítio em que há grandes riquezas. Os que tentam chegar até lá não dão com elas, porque o carneiro desaparece. Numa variante, o carneiro surge num lugar onde, uma noite, bandidos mataram um frade, que trazia esmolas, inclusive ouro para sua igreja. Mas, arrependidos, enterraram ali mesmo a vítima e as esmolas. O carneiro encantado simboliza o monge, a estrela de brilhantes, a riqueza sepultada".
Nas palavras do folclorista Leônidas Sá conta em Folclore Piauiense (1913), "conta-se que se dá em Campo Maior, na serra de S. Antônio, a aparição de um enorme carneiro de ouro, que se tem apresentado a algumas pessoas de dia, e a outras que o vêem à noite, de longe, da vila, todo vestido de luz. Dizem que ele berra junto a uma enorme corrente de ferro, como que indicando que naquele lugar existem grandes riquezas e grandes encantos. Mas, como uma só pessoa ou mesmo duas e três não possam levar para sua casa aquele enorme achado precioso, volvem à vila e reúnem povo para buscar o velocino. Em chegando, porém, ao lugar, desaparecem o carneiro e a corrente".
Motivação: Velar por riquezas.
Comentários: A figura do carneiro encantado é bastante antiga no folclore mundial. Na mitologia grega, o carneiro encantado com pele (velo) de ouro foi o animal escolhido por Zeus para salvar os irmãos Frixo e Hele, filhos de Atamante, ameaçados de morte por sua madrasta, Ino. Para os egípcios, o carneiro simbolizava o deus Amon, as forças masculinas de geração e fertilização que iniciam e mantêm a vida de forma contínua. No cristianismo, o carneiro representa Jesus Cristo, São João Batista o traz nas costas, é o cordeiro pascoal. Na astrologia, o primeiro signo do Zodíaco, Áries, é representado por um carneiro que agride com a cabeça, significando heroísmo e aventura.
13/12/2016
O Rastro - Filme de terror brasileiro
O Rastro, novo filme brasileiro, quer reavivar gênero terror no cinema nacional. A história acompanha o médico em ascensão João, o qual recebe a missão de coordenar a remoção de pacientes da UTI de um antigo hospital público prestes a ser desativado por falta de verbas. Quando tudo parece correr bem, uma das pacientes desaparece no meio da noite, levando João para um pesadelo sem fim.
O filme tem direção de J.C. Feyer e será coproduzido pela Lupa Filmes e Orion Pictures (EUA). A distribuição nacional ficará a cargo da Imagem filmes. O longa tem estreia prevista para 30 de março de 2017.
Para Feyer, O Rastro "...vai te surpreender. Não só na história em si, como na estética toda do filme e na entrega do gênero. Ele traz uma carga de realidade muito profunda, que vai fazer com que as pessoas saiam pensando sobre o que viram". O diretor revelou que entre suas inspirações estão os filmes O Iluminado [The Shining (1980)], clássico de Stanley Kubrick, e o filme sueco Deixe-me Entrar [Let Me In (2010)] de Matt Reeves, ambos do gênero horror psicológico.
"NÃO É O QUE VOCÊ PROCURA, É O QUE VOCÊ VAI ENCONTRAR. O RASTRO."
O filme será estrelado por Rafael Cardoso (novela "Sol Nascente") e contará com Leandra Leal ("O Lobo Atrás da Porta"), Felipe Camargo ("Ponte Aérea"), Alice Wegmann ("Tamo Junto"), Claudia Abreu (novela "A Lei do Amor") e Jonas Bloch (série "#MeChamaDeBruna"), entre outros.
O filme tem direção de J.C. Feyer e será coproduzido pela Lupa Filmes e Orion Pictures (EUA). A distribuição nacional ficará a cargo da Imagem filmes. O longa tem estreia prevista para 30 de março de 2017.
Para Feyer, O Rastro "...vai te surpreender. Não só na história em si, como na estética toda do filme e na entrega do gênero. Ele traz uma carga de realidade muito profunda, que vai fazer com que as pessoas saiam pensando sobre o que viram". O diretor revelou que entre suas inspirações estão os filmes O Iluminado [The Shining (1980)], clássico de Stanley Kubrick, e o filme sueco Deixe-me Entrar [Let Me In (2010)] de Matt Reeves, ambos do gênero horror psicológico.
"NÃO É O QUE VOCÊ PROCURA, É O QUE VOCÊ VAI ENCONTRAR. O RASTRO."
O filme será estrelado por Rafael Cardoso (novela "Sol Nascente") e contará com Leandra Leal ("O Lobo Atrás da Porta"), Felipe Camargo ("Ponte Aérea"), Alice Wegmann ("Tamo Junto"), Claudia Abreu (novela "A Lei do Amor") e Jonas Bloch (série "#MeChamaDeBruna"), entre outros.
12/12/2016
Alamoa
Personagem: Duende feminino (mito) aparentando uma mulher branca, loura, nua e de beleza provocante.
Descrição: Existem duas versões mais populares. Segundo Luís da Câmara Cascudo, "Às sextas-feiras a pedra do [Morro do] Pico [elevação rochosa da região que tem 323m] se fende e na chamada porta do Pico aparece uma luz. A Alemoa vaga pelas redondezas. A luz atrai sempre as mariposas e os viajantes. Quando um destes se aproxima da porta do Pico, vê uma mulher loura, nua como Eva antes do pecado. O níveo corpo é mal encoberto pela coma loura que vai quase no chão. Os habitantes de Fernando de Noronha chamavam-na alemoa, corruptela de alemã, porque para eles mulher loura só podia ser alemã. A Vênus insular parece ter sido feita para satisfazer a volúpia dos homens. O passante incauto não resiste à fascinação daquela ninfa sedutora que o chama com a voz quente das grandes apaixonadas. O enamorado viandante entra na porta do Pico, crente de ter entrado num palácio de Venusberg, para fruir as delícias daquele corpo fascinante. Ele, entretanto, é mais infeliz que o cavaleiro Tannhauser. A ninfa dos montes transforma-se numa caveira baudelairiana. Os seus lindos olhos, que tinham o lume das estrelas, são dois buracos horripilantes. E a pedra logo se fecha atrás do louco apaixonado. Ele desaparece para sempre. A angústia de seus últimos gritos ressoa ainda durante muitos dias pelos flancos do Pico, escapando-se das fendas profundas do monte e misturando-se ao uivo dos montados e ao silvo dos ventos do sueste".
Noutra versão, conforme Mário Melo, "No alto da baliza [Pico] aparece uma luz peregrina - alma errante de linda francesa, algumas vezes encarnada em ser humano. Viram-na sentenciados aos quais a francesa lhes ofereceu um tesouro. Certo dia um presidiário pescava sozinho ao escurecer. Sentiu presa ao anzol. Ergueu a vara. Era o rosto da francesa em corpo de sereia. O pescador correu e a visão o chamou miserável por não ter querido desenterrar o tesouro. E a luz há de viver no Pico, com fogo-fátuo, até que um dia o ouro que o espírito guarda seja dado a alguém".
Motivação: Apenas a versão descrita por Mário Melo indica um propósito para a Alamoa.
Comentários: Embora ambas as versões apresentadas estejam ligadas ao Morro do Pico, existem ainda variações que descrevem a Alamoa como um fantasma de uma loura que aparece nas vésperas de tempestade, dançando na praia à luz de relâmpagos ou ainda montada sobre cães selvagens nos altos dos montes, como o Morro do Francês e o Morro do Espinhaço, os quais soltam longos e sinistros uivos. O próprio Cascudo admite que a Alamoa é um processo comum de convergência de vários outros mitos, como a Dama Branca e mulheres encantadas.
Assinar:
Postagens (Atom)







